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Sexta-Feira, 12 de Março de 2010
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O Escapista, de Michael Chabon
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O Escapista no traço de Mike MignolaFoto: Reprodução/Dark Horse Comics
Reprodução/Dark Horse Comics
A editora Devir anunciou em seu perfil no Twitter que vai lançar no Brasil a HQ As Incríveis Aventuras do Escapista, super-herói clássico criado pela dupla Joe Kavalier e Sam Clay no final dos anos 1930. O Escapista teve seu auge durante a II Guerra Mundial e estampou uma polêmica capa em que aparecia esmurrando ninguém menos do que Adolf Hitler.
Como? Você nunca ouviu falar no Escapista e muito menos em Kavalier e Clay? Bom, é porque eles nunca existiram de verdade. Os três personagens são frutos da mente do escritor Michael Chabon e apareceram pela primeira vez em seu fantástico romance As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay, publicado originalmente no ano 2000 (e em 2002 no Brasil).
O livro conta a história de dois primos judeus, um deles americano, Clay, e o outro tcheco, Kavalier. Fugindo do avanço nazista na Europa, Kavalier vai para Nova York dividir o teto com o primo.
Fãs de quadrinhos, eles criaram o Escapista, um super-herói com características de personagens da época, como Super-Homem, Capitão América e Batman. Assim como o próprio Kavalier, o personagem é mestre na arte do escapismo, ou seja, é um especialista em escapar de correntes e compartimentos fechados.
Recheado de referências à Era de Ouro dos quadrinhos, a obra de Chabon foi premiada com o conceituado prêmio Pulitzer na categoria ficção, em 2001. Em 2004, Chabon e a editora Dark Horse se juntaram para criar um gibi de verdade com o Escapista.
Com a contribuição de autores como Howard Chaykin e Roy Thomas e desenhado por gente do calibre de Bill Sienkiewicz e Mike Mignola, a HQ saiu em três volumes lá fora. Um deles traz a última história desenhada pelo mestre Will Eisner, que mostra o encontro de seu Spirit com o Escapista.
A Devir não deu muitos detalhes sobre o lançamento, mas divulgou que a história de Eisner será publicada. Em 2006, o personagem também ganhou um spin-off, uma série chamada The Escapists, criada por Brian K. Vaughan (roteirista de Y, O Último Homem, Leões de Bagdá e do seriado Lost). |
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Postado por Roberto Beling
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Sexta-Feira, 12 de Março de 2010
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No Dia da Mulher...
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Em um ano de eleições, no lugar de uma mensagem tradicional, um texto que recupera uma dimensão pouco conhecida da luta das mulheres pelos direitos políticos.
Parabéns a todas.
Um pouco de história…
Anti-sufragismo - retórica e persuasão
A reivindicação do voto para as mulheres foi formalmente apresentada em 1848, na Convenção de Séneca Falls, mas iriam ser precisos mais de 70 anos para a Constitução Americana a satisfazer. Claro que há muitos factores que explicam este sucesso tão tardio em relação a um direito elementar, mas, de entre esses, a capacidade retórica do movimento anti-sufrágio foi, em minha opinião, fundamental e deveria levar as feministas a repensarem as suas estratégias para evitar futuras derrotas, ou vitórias excessivamente adiadas.
As sufragistas tinham dois argumentos de peso: o argumento da justiça e o argumento da utilidade. O primeiro, baseado no princípio iluminista de que todos os homens – seres humanos – nascem livres e iguais em direitos, reivindicava o voto para as mulheres enquanto seres humanos a quem deveria ser reconhecido o direito de cidadania, isto é, a capacidade de participação na vida pública, em pé de igualdade com os homens. Mas as anti-sufragistas, aplicando as «regras da maioria» tentaram desvalorizar este argumento, mostrando que as mulheres que reivindicavam o voto eram um grupo minoritário e por isso a sua reivindicação era antidemocrática porque, se fosse satisfeita, iria impor a todo o sexo feminino aquilo que só alguns elementos pretendiam. Como evidência para corroborar este argumento citavam o referendo de Massachusets de 1895 em que a participação das mulheres tinha sido minoritária, para mostrar que o voto não interessava às mulheres, tanto assim que tinham tido oportunidade de votar mas tinham ficado em suas casas. Esta refutação do argumento apresentava a vantagem acrescida de descrever as sufragistas como pessoas agressivas que atacavam a sociedade democrática, distorcendo-se completamente a questão. Segundo as anti-sufragistas a situação das mulheres não era injusta, as sufragistas é que por inveja dos homens, por não conseguirem adaptar-se ao seu verdadeiro papel assim a percebiam. As sufragistas odiariam os homens não aceitando o papel que a natureza lhes reservara. E uma anti-sufragista da época podia retoricamente colocar a questão nestes termos:
«Terão todas as mulheres de suportar o fardo do voto, para conceder a algumas mulheres proeminência política?».
Com esta roupagem retórica, o voto deixava de ser um direito e passava a ser um fardo, uma responsabilidade, e aquelas que o reivindicavam faziam-no apenas para terem protagonismo, por inveja dos homens. A este tipo de refutação, chama-se, em linguagem popular, virar o bico ao prego: quando um direito é percebido como um fardo, não o assumir deixa de ser algo que a pessoa percepciona como injusto, bem pelo contrário. E aqui mais uma vez a retórica anti-sufragista numa frase curta e pregnante resumia magistralmente a tese defendida pelas anti-sufragistas: «O voto não é um direito negado é um fardo retirado»
Isto é, o voto deixava de ser uma questão de justiça e pretendia-se fazer passar a mensagem de que o exercício da cidadania acabaria por ser mais um fardo que algumas mulheres ambiciosas e carentes de protagonismo lhes queriam impor, quando na verdade o justo seria isentá-las desse «dever»; o exercício da cidadania bem como o cumprimento do serviço militar deviam incidir apenas sobre os homens; o governo era visto essencialmente como uma questão de lei e ordem e, assim como a ordem cabia por consenso aos homens (numa clara alusão ao serviço militar), o mesmo se deveria passar com a lei, isto é, com a governação.
A refutação do argumento da justiça obrigou as sufragistas a procurarem outro tipo de argumento, o da utilidade; com este teriam de mostrar/demonstrar que o voto na mão das mulheres seria um instrumento para mudar favoravelmente a situação das mulheres e a da própria sociedade. Mas as anti-sufragistas desarmavam este argumento desvalorizando os interesses das mulheres, exaltando o ideal da «verdadeira mulher» capaz de se sacrificar pelo bem-estar da família e realçando que o importante não era as mulheres e os seus interesses, mas sim o interesse e o bem-estar da sociedade como um todo. Desta forma ínvia e insidiosa, os interesses das mulheres deixavam de ser importantes e passavam a ser a mera expressão de mulheres egoístas e auto-centradas, como dizia um slogan da época: «Direitos das mulheres, sim, mas não à custa dos direitos humanos». De uma assentada, os direitos das mulheres deixavam de ser percepcionados como direitos humanos e eram menorizados como meros interesses que as verdadeiras mulheres, altruístas, abnegadas, sacrificavam generosamente aos interesses da sociedade como um todo.
As feministas foram ainda atacadas enquanto grupo, visando mostrá-las como extremistas e radicais, alinhadas politicamente com as esquerdas anarquistas ou socialistas, numa palavra elementos perigosos e desestabilizadores. Se as desacreditassem enquanto grupo extremista e radical, tornava-se mais fácil desacreditar as suas ideias e derrotar as suas propostas. No período em que decorreu a primeira guerra mundial, ainda deu muito jeito rotulá-las de antipatriotas pelo simples facto de algumas serem pacifistas e de terem apoiantes que também o eram, como aconteceu por exemplo com o filósofo britânico Bertrand Russell que desde a primeira hora apoiou o movimento sufragista na Grã-Bretanha. Em termos de retórica pode sempre apelar-se aos sentimentos mais profundamente enraizados na população e é disso exemplo a declaração proferida em 1915 num panfleto da New York Association em que o vermelho do socialismo é associado à cor amarela, identificativa do movimento sufragista:
«De facto, nós estamos ameaçados por um perigo vermelho que se esconde debaixo de uma capa amarela»
Esta é como sabemos uma estratégia recorrente de todos os contra-movimentos que, opondo-se à mudança, vêem papões em toda a parte e pretendem que as outras pessoas também os vejam, alienando assim a simpatia das pessoas para com aquelas que promovem a mudança.
As feministas eram também apresentadas e ridicularizadas como mulheres masculinizadas, agressivas, competitivas, não femininas, manobra que visava conseguir que a maioria das mulheres não se identificasse com elas. E, porque as feministas criticavam a instituição do casamento, acusavam-nas, pomposamente, de quererem substituir «os sagrados laços do matrimónio pela mera parceria de um contrato». Claro que se omitia muito convenientemente que os «sagrados laços do matrimónio» colocavam a mulher na dependência legal do marido a quem outorgavam o importante papel de chefe da família, podendo dispor dos bens da esposa e até de salários que ela eventualmente auferisse.
Todos estes aspectos permitiam que as anti-feministas acusassem as sufragistas de vários crimes de lesa pátria: pretenderiam arruinar o casamento, desconsiderando-o; dividiriam a família, criando discórdia, ao defenderem a competição com os homens; negligenciariam os seus deveres como mães e esposas, ao procurarem outras esferas de influência que não apenas a esfera doméstica. Tudo isto porque eram agressivas, desnaturadas, porque não eram «verdadeiras mulheres»!!
A partir deste quadro: não é de espantar que o voto tenha tardado tanto, é de espantar que ele tenha acabado por chegar! Se calhar isso aconteceu porque, afinal, como diz o ditado: «a justiça tarda, mas não falha!» |
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Postado por Roberto Beling
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Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2010
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NOVO LIVRO DE JOÃO CARLOS
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A Barra do Jucu volta ser o pano de fundo das histórias e causos compiladas por João Carlos Vieira Gervásio
Típico barrense, cultor do Congo, professor e diretor da Umef Maria Emelina, João Carlos está lançando CAÇADORES, PESCADORES E OUTROS MENTIROSOS.
O livro traz histórias hilárias ocorridas na Barra do Jucu de outrora. Histórias contadas por cinco pescadores, enquanto tomam umas e outras e jogam conversa fora no Boteco Batelão.
O livro já está a disposição no portal www.biblioteca24x7.com.br
João Carlos promete para muito breve o lançamento do livro com muito Congo e muita agitação na Barra.
Enquanto esse momento não chega, ajude a divulgar o livro. João merece. |
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Postado por Roberto Beling
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ARQUIVO
O Escapista, de Michael Chabon
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No Dia da Mulher...
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NOVO LIVRO DE JOÃO CARLOS
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O NOVO PLEITO ELEITORAL.
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V Edição dos Seminários internacionais Museu da Vale
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Nossa Escola Feliz
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FEIRA LITERÀRIA DA BARRA DO JUCU
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INICIANDO UMA NOVA PROPOSTA OU UM BLOG DENTRO DO SITE
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