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RABISCOS AO VENTO:
Ano Novo, Vida Nova
19/01/2010
Tarcísio Bahia
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Há um ano atrás, recém chegado de uma viagem, escrevi um texto em tom meio autobiográfico que enviei por email para alguns amigos. Falava basicamente de arquitetura, a profissão na qual me formei. Mas desde aquela época, a da formatura e não a do texto, meus interesses tem sido os mais diversos. Daí que tenho escrito esporadicamente sobre temas variados; alguns dos quais resultaram em artigos publicados na imprensa local (neste caso a cidade de Vitória, aonde resido há vários anos).
Fim do ano é comum fazermos planos para o ano seguinte. Eu que nunca o fiz, agora resolvi arriscar. O meu plano é escrever e desenhar, mas agora de um modo mais sistemático. Aqui cabe um esclarecimento, pois muitos talvez não saibam que eu já desenhei. Podia ter se tornado um modo de viver, mas não o foi... Mas, antes tarde do que nunca, resolvi desenferrujar a mão (e a mente) e perder alguns momentos do meu dia-a-dia desenhando... e escrevendo. Assim surgiu a idéia do “rabiscos ao vento”.
Os rabiscos serão conseqüência do que vejo, penso, sinto. Coisas que escreverei e desenharei para, expurgando meus males, enviar para os amigos com os quais mantenho contato por email (tal como aquela experiência de um ano atrás). Ah, texto e desenho podem ou não ter conexão entre si, afinal serão rabiscos. Por acaso, a imagem que acompanha este texto inaugural faz paródia com o Genêsis.
Enfim, caros amigos, lhes digo sinceramente, apenas quero entretê-los sem jamais chatear-lhes. A ideia é simplesmente compartilhar percepções.
Sei que hoje somos bombardeados todos dos dias por mensagens que na maioria das vezes pouco nos acrescentam; nos fazem é perder tempo! Mas é inegável que a comunicação eletrônica é uma ferramenta com um enorme potencial de conexão de ideias. Uso email todos os dias para trabalhar e com ele recuperei contato com alguns companheiros velhos de guerra que quase já haviam sido deletados da minha memória. Assim sendo, pretendo enviar-lhes semanalmente (pois é esse a minha pretensão de produção gráfica-literária) algumas “cositas” para divertir-lhes ou mesmo provocar-lhes. E, se por acaso, minhas mensagens começarem a aborrecer-lhes, sempre existe a possibilidade de “bloquear o remetente” ou me retornar com algo do tipo “por favor me esqueça”. Por outro lado, caso venham a se divertir com as minhas bobagens, ou melhor, com os meus rabiscos, não cobro grande esforço: apenas reenviem para algum amigo de vocês que, segundo vossas considerações, também possam se divertir com os “Rabiscos ao vento” do Tarcísio.
Tarcísio Bahia é professor do curso de Arquitetura/UFES
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