- 'Movimento Estudantil: os anos 70-80' (1996);
- 'As paneleiras de Goiabeiras' (1997);
- 'As eleições municipais de Vitória (1985);
- 'Autonomia Universitária (1998).
Roberto Beling: militante
As raízes políticas do Secretário Roberto Beling no Espírito Santo (ES) começam no antigo MDB
Movimento Democrático Brasileiro), em que militava já nos finais dos anos 60 ainda em Santa Catarina (SC) e nos
anos seguintes, no Rio Grande do Sul (RS) e em São Paulo (SP). Também atuou em outras organizações de
esquerda, então na ilegalidade, por causa da repressão política dos então denominados “anos de chumbo”.
No ES, no final da década de 70, ao lado dos “autênticos” do velho MDB, Beto lutou com militantes
como Max Mauro, Salvador Bonomo, Fausto Porto, Dilton Lírio, Roberto Valadão, Nelson Aguiar, entre outros,
que reivindicavam a estruturação de um segmento de esquerda em solo capixaba. Nessa trincheira democrática,
teve papel relevante o jornal semanal POSIÇÃO, representante capixaba da imprensa “nanica” ou
“alternativa”, capitaneado pelos jornalistas Jô Amado e Robson Moreira. Submetido à censura prévia,
apreensão de edições, tentativas de asfixia econômica, o jornal agregava nomes combativos da imprensa capixaba,
como Rogério Medeiros e Luiz Fabrino. Nesse jornal, Beling, embora não sendo jornalista, exerceu sua militância
escrevendo textos, ajudando a editar matérias, vendendo exemplares na universidade e levantando recursos.
Em 1978, Beling idealizou e coordenou o Comitê Universitário em favor da candidatura de Berredo de Menezes ao Senado.
Além de Berredo, o Comitê apoiou candidaturas progressistas à Câmara Federal e à Assembléia
Legislativa, sendo a primeira forma de intervenção política no processo eleitoral. Sob a égide do regime
autoritário, toda uma geração de jovens estudantes e segmentos universitários tiveram papel relevante no
processo de renovação da elite política capixaba.
Como principal liderança da Adufes na sua fase de fundação e consolidação, com Rogério
Medeiros no Sindicato dos Jornalistas e Vitor Buaiz no Sindicato dos Médicos, participou, em 1979, da fundação da CUT
(Central Única dos Trabalhadores) no Estado. Além dos citados, Perly Cipriano também contribuiu para a
construção do PT (Partido dos Trabalhadores) no Estado, trabalhando em sua organização, formulando e
participando das primeiras campanhas eleitorais num momento em que o Partido se construía a partir do idealismo, do voluntariado
e do trabalho ideológico de seus militantes.
Vila Velha foi uma referência fundamental nesse percurso político e ideológico. No velho “emedebê”
canela verde, Beling ajudou a coordenar a primeira fase do mandato de Max Mauro na Câmara Federal. No final dos anos 70 e início
dos 80, assessorou movimentos populares e comunitários na região de São Torquato/Paul. Em novembro de 2000, foi convidado
pelo Prefeito Max Freitas Mauro Filho a assumir a Secretaria de Educação de Vila Velha, cargo que exerce desde 1º de janeiro
de 2001, estando filiado ao PDT (Partido Democrático Trabalhista), integrando hoje a Executiva Municipal de Vila Velha na
condição de Secretário do Partido.
Roberto Beling: Secretário de Educação
Durante sete anos à frente da Secretaria de Educação de Vila Velha (Semece), o professor Roberto Beling criou, desenvolveu
e apoiou mais de 30 projetos que mudaram para muito melhor a vida de milhares de crianças, adolescentes, jovens, famílias
e comunidade. Por meio de um trabalho sério, comprometido, dedicado e que respeita as diferenças, Roberto investiu no
talento de meninos e meninas de todas as idades em modalidades esportivas variadas; no aprendizado de línguas estrangeiras;
em atividades artísticas e culturais; produção de filmes independentes, entre outros projetos.
Não só os alunos, mas a família também foi beneficiada com a chegada da Escola de Horário Integral,
no formato de Jornada Escolar Ampliada (2002) e com a implantação do Programa Escola Aberta, que possibilita
o acesso de toda a comunidade, nos finais de semana, aos múltiplos espaços escolares: bibliotecas, salas de leitura e
demais instalações de 15 UMEFs (Unidades Municipais de Ensino Fundamental).
No início de 2001, ao assumir a Semece, se deparou com uma situação de calamidade pública, encontrando
escolas interditadas (sob recomendação do Ministério Público), abandonadas ou sucateadas, sem professores
contratados para a abertura do ano letivo ou materiais pedagógicos e didáticos que permitissem um trabalho docente e um
ensino com um mínimo de dignidade e qualidade. Esse quadro obrigou o Prefeito Max Filho a decretar situação de
emergência na educação, como instrumento legal para fazer frente aos desafios que se apresentavam.
Essa rede de ensino sucateada e maltratada era a terceira do município em número de alunos, com pouco mais de 16 mil
matrículas, ficando atrás da Rede Estadual, que contava com cerca de 28 mil estudantes e a Rede Privada, com quase 17
mil matrículas. Hoje, a Rede Municipal possui quase 36 mil alunos no ensino fundamental, a Estadual ficou reduzida a 8 mil e a
Privada com pouco mais de 15 mil.
Na Educação Infantil, de 2.790 matrículas, Vila Velha passou a atender mais de 10 mil crianças na faixa
de zero a seis anos. Em 2001. a educação infantil contava com apenas um professor efetivo. Hoje ela possui 265
professores concursados (mais de 80%) e um projeto pedagógico em construção com enfoque centrado em educar a
criança sem descuidar do ato de cuidar. A velha idéia do espaço escolar como oferta de sala de aula foi substituída
por uma concepção da escola como espaço que contempla múltiplas atividades. Dessa forma, o projeto de
construção de novas escolas passou a comportar, além do prédio para as salas de aula, um prédio para
atividades extracurriculares, contendo biblioteca, laboratório de informática, salas de dança, música,
atendimento a alunos especiais, ensino de línguas e educação física e auditório.
Todo esse investimento em excelência aparece nos resultados obtidos pela Rede Municipal de Vila Velha na “Prova Brasil”
e nos número do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira ), em que Vila Velha apresenta o
melhor desempenho das redes municipais e estadual da Grande Vitória.
Conheça alguns dos projetos.
Roberto Beling: pai, marido, amigo...